Abre Aspas: É Dor.




É dor. É complicado redigir sobre dor, por quê ela é funda, é como um corte doloroso, sangra e deixa péssimas marcas.

É horrível ter medo, é perturbador entrar pela mesma porta de sempre e sentir uma coisa assustadora no peito. É panico, você sente que seu peito arde em chamas e sua respiração vira frenética. É como se o ar fosse se esgotando, a cada minuto, sufocando, sufocando.

 Absurdamente tudo me assusta. É um bom dia diferente ou os pesadelos malditos, já o suficiente para surgir um novo corte na alma.
O passado tem várias marcas registradas em mim. Eu me senti culpada por tanto tempo, me senti devastada, sem esperanças e um lixo. Não importa o quanto você se esforce para não lembrar, sempre tem alguém para fazer isso a você. Eu me sentia tão quebrada e sozinha por dentro, era como uma bomba nuclear pairando sobre todos aqueles cortes fundos, ardia. Abriam mais e mais dela, até ela sangrar tudo igual. E agora, eles abriram todas, olhem bem para elas, estão bem aqui escancaradas. Eu disfarçava com sorrisos e maquiagem. Mas agora as marcas ficam sob os holofotes.
Os dedos vermelhos, os olhos pesados, o coração aberto...

Essa é a versão onde se guardam seus demônios, seus piores momentos ficam presos nesse espaço, agora eles estão libertos. As vezes o medo é algo que nos conforta para dentro dele depois de tanta convivência. Ele te conhece, e você o alimenta.

Sempre vai parecer um drama. Para todos eles, vai ser o fim o choro. Sempre nos sentiremos sozinhos em constante luta, mas as únicas pessoas capazes de passar com a dor somos nós mesmos.
Já colecionei vários pontos e feridas,
um atrás do outro
abre, fecha...
abre, fecha...
abre,fecha....
E lá vamos nós.

Pegar a linha e agulha.

Costurar mais uma dor. 


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